Com auditório cheio, assembleia do SINASEFE IFMG discute situação do campus Ouro Preto

Entre os encaminhamentos estão a convocação de outra assembleia para esta quarta (8/11); o pedido de cancelamento das demissões e o envio formal de questionamentos à direção do campus.

Trabalhadores terceirizados demitidos acompanharam a assembleia até o fim.

A assembleia geral do SINASEFE IFMG realizada no fim da manhã e no início da tarde desta segunda-feira (06) discutiu amplamente questões emergenciais sobre a situação do IFMG campus Ouro Preto. Ao todo, 56 sindicalizados participaram da assembleia além de outros membros da comunidade acadêmica como estudantes e trabalhadores terceirizados. Os presentes debateram as demissões de 24 terceirizados do campus com a diretora do mesmo, Maria da Glória dos Santos Laia.

A iniciativa de trazer a diretora do campus para a assembleia partiu dos alunos após terem sido informados que a mesma comunicou aos representantes do SINASEFE IFMG sua ausência por conta de compromissos. Alguns dos alunos presentes se levantaram dizendo que iriam chamá-la. Diante disso, a mesa suspendeu a assembleia e, após a ocupação momentânea dos alunos no gabinete da direção, a diretora aceitou participar da assembleia. Sendo assim, a mesa reabriu trabalhos reforçando a necessidade do tom respeitoso nas falas sublinhando o caráter propositivo da assembleia.

Questionada sobre as demissões dos terceirizados, Maria da Gloria disse que a direção da escola se viu obrigada a seguir determinações superiores e que tentou durante dois anos manter todas as pessoas que trabalham como terceirizados, porém numa situação orçamentária desfavorável. Gloria sublinhou também que está em curso a implantação do modelo MEC para todas as instituições, com previsão de 150 vagas para professores e 100 para técnicos-administrativos para o campus Ouro Preto.

Foi discutida também a contratação do professor “Pachecão” para palestra na Semana da Ciência; a agressão verbal sofrida pelo coordenador do SINASEFE IFMG, Gabriel Levenhagem, por um pró-reitor da Instituição; a discrepância nos repasses de recursos do IFMG para os campi e as formas de mobilização contra o desmonte da educação e do funcionalismo público a nível local e nacional.

Encaminhamentos

Durante a assembleia, a maioria dos sindicalizados aprovou o envio formal das seguintes questões à direção do campus: solicitação de cancelamento das demissões; adoção de um procedimento cautelar – caso haja novas demissões – a partir do qual os servidores e os terceirizados envolvidos com a medida sejam ouvidos previamente; solicitação de uma cópia com a decisão do TCU que teria determinada a demissão de auxiliares de pavilhão.

Os presentes definiram também uma nova assembleia do SINASEFE IFMG no campus Ouro Preto para a próxima quarta-feira (08/11), às 10h30, no auditório do prédio da administração, para discussão das ações para o Dia Nacional de Luta e Paralisações (10/11); a mobilização referente às questões do campus Ouro Preto, e a Medida Provisória (MP) nº 805/17, que  aumenta a contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 14% além de adiar reajustes.