Em Ouro Preto, SINASEFE IFMG faz o velório simbólico do IFMG e da UFOP

Trabalhadoras e trabalhadores velaram simbolicamente a UFOP e o IFMG em protesto contra o desmanche da educação pública e dos demais serviços públicos.

Encenação trouxe carpideiras que choraram no caixão do IFMG . Figura histórica de Ouro Preto, carpideiras foi uma profissão feminina cuja função consistia em chorar para um morto alheio.

No fim da tarde desta sexta-feira (10), dia nacional de paralisação e luta contra a retirada de direitos, trabalhadores, trabalhadoras, estudantes, membros de movimentos sociais e populares fizeram o velório das instituições públicas de ensino de Ouro Preto na Praça Tiradentes.

O Comitê Central de Mobilização da Região dos Inconfidentes, do qual o SINASEFE IFMG faz parte, protagonizou o enterro simbólico das instituições públicas de ensino em protesto às medidas ultra neoliberais do governo federal. Cerca de 150 pessoas participaram do ato. 

Os caixões do IFMG e da UFOP simbolizaram o desmanche absoluto dos serviços públicos – saúde, educação e assistência socialis – protaganizado pelo governo ilegítimo e antipovo de Temer, bem como pelo Congresso corrupto. Desde que Michel Temer usurpou o poder, a educação pública vem sofrendo profundos cortes nos orçamentos. 

Com os caixões em mãos, os presentes organizaram uma marcha fúnebre que percorreu as ruas históricas do centro de Ouro Preto, chamando atenção da população que por ali passava. Durante todo o ato foram entregues panfletos que detalhavam o porquê do ato e a necessidade de lutar contra a retirada de direitos dos trabalhadores. 

O Dia Nacional de Luta e Mobilizações em Defesa dos Nossos Direitos foi convocado por diferentes centrais sindicais do país, incluindo trabalhadores do setor público e privado, como forma de protesto contra a retirada de direitos e paralisou por 24 horas diversos segmentos brasileiros como transporte, mineração, metalurgia, universidades e institutos federais.

Marcha fúnebre subiu a rua Direita carregando os caixões que simbolizavam a morte da UFOP e do IFMG.

Gabriel Levenhagem, coordenador do SINASEFE IFMG, sublinhou as consequências do desmantelamento do IFMG não apenas para os estudantes, TAEs e docentes, mas também para a economia das cidades onde o Instituto se instala. Gabriel destacou também a necessidade da população aderir à luta contra um governo que trabalha exclusivamente em favor das elites. Exemplo disso é a reforma trabalhista que entrou em vigor no dia 11/11 para baratear e precarizar a força de trabalho do povo brasileiro.

Mobilização de outros campi do IFMG no dia 10 de novembro

Campus Formiga

Os trabalhadores e trabalhadoras Campus Formiga deliberaram por mobilizações dentro do  campus na sexta-feira (10) de manhã e segunda-feira (13) de manhã, com panfletagem e vídeos .

Campus Congonhas

Os sindicalizados em congonhas deliberara uma sexta-feira de mobilização com paralisações parciais. Na parte da manhã, às 10h, todos os alunos foram transferidos para uma mesa sobre conjuntura política. 

Campus Betim

A assembleia no campus Betim definiu pela mobilização na sexta-feira no campus com os alunos, professores e técnico-administrativos juntamente com a comunidade de Betim. 

Campus Ribeirão das Neves:

Assembleia Local do SINASEFE realizada no Campus Ribeirão das Neves aprovou paralisação para o dia 10/11 com mobilização e conscientização sobre o Dia Nacional de Luta. 

Campus Ouro Branco:

As trabalhadoras e os trabalhadores do campus Ouro Branco definiram a realização de debates sobre a conjuntura do país, além da conscientização com os alunos do integrado e superior sobre os ataques à classe trabalhadora e aos serviços públicos essenciais como educação, saúde e assistência social.  

Veja algumas fotos da manifestação: