Direção do SINASEFE IFMG faz assembleia com trabalhadores do IFMG campus Governador Valadares

Na tarde desta terça-feira (12/12), membros da diretoria do SINASEFE IFMG e funcionários da entidade foram à Governador Valadares, no Leste de Minas, para uma assembleia com os docentes e técnico-administrativos do IFMG.  Foi a segunda assembleia da entidade realizado no campus Governador Valadares num intervalo de 12 dias. 

Coordenaram os trabalhos o secretário de formação política, Ricardo Eugênio, e o secretário de pessoal técnico-administrativo, Luiz Papa.

A assembleia deu continuidade à discussão anterior sobre a possível criação de uma subseção do SINASEFE IFMG na cidade de Governador Valadares que atenderia também os campi de Ipatinga e São João Evangelista. Ricardo Eugênio destacou a importância da criação dessa unidade para o fortalecimento da base e colocou a entidade à disposição para a construção dessa subseção. No entanto, os presentes sublinharam que esta ideia precisa ser mais bem trabalhada, pois, a princípio, a presença de representantes do campus Governador Valadares na diretoria SINASEFE IFMG poderia suprir a demanda dos sindicalizados do leste mineiro. Dessa forma, os presentes entenderam que discussão sobre a subseção deveria ser adiada para o ano que vem.


Na sequência, a assembleia elegeu quatro representantes do IFMG campus Gov. Valadares. Os representantes docentes eleitos são Francismara Guerra e Lenício Marinho (suplente). Já os representantes técnico-administrativos são Giulliano Sousa e Virgílio Resende (suplente).

Secretário de formação política, Ricardo Eugêncio.

Os sindicalizados destacaram também a necessidade da realização de cursos de formação política e sindical no campus GV para conscientizar outros trabalhadores sobre a importância da sindicalização e da mobilização na defesa dos direitos. Para eles, por falta de informação, muitos servidores do próprio campus acabam adotando o discurso do governo e da mídia e, sem perceber, colaboram para a difusão de um pensamento neoliberal que entende o serviço público e o servidor como grandes inimigos da nação.

Ricardo Eugênio se comprometeu a realizar o quanto antes uma atividade de formação política e sindical no campus de Governador Valadares para combater visões deturpadas sobre o SINASEFE IFMG e sobre a luta dos trabalhadores por direitos.

Secretário de pessoal técnico-administrativo, José Luiz Papa

José Luiz Papa concordou com a fala sobre a importância de um maior envolvimento tanto da base com a entidade, bem como da diretoria do SINASEFE com os trabalhadores. Ressaltou ainda a postura que o SINASEFE IFMG está adotando em ir aos locais e conversar com os trabalhadores. “Nós da diretoria estamos trabalhando intensamente para estar o mais perto possível da base. Por exemplo, para a mobilização do dia 5/12, nós fizemos sete assembleias em sete cidades distintas em apenas dois dias. Além disso, estamos estudando outras formas de diálogo com a base e investindo na comunicação. É desse jeito que vamos evitar que a distância geográfica dos campi distancie a base do SINASEFE IFMG”.
A assembleia também fez uma análise de conjuntura destacando a infame propaganda do governo Temer que usa os servidores públicos como vilões e privilegiados para aprovar uma reforma da previdência excludente, opressora e leviana. Foi destaque também a desistência de algumas centrais sindicais na greve do dia 5/12, fato que desmobilizou a população para construir uma unidade de luta contra a reforma. Vale dizer que a CSP-Conlutas, central a qual o SINASEFE IFMG faz parte, não desistiu, se manteve na luta e encaminhou a greve geral no dia 5/12 em grande parte dos estados brasileiros.

Ricardo frisou a importância da união da categoria contra o desmonte absoluto de direitos que avançou este ano e pode aumentar ainda mais em 2018. “Se não houver união dos trabalhadores nós seremos trucidados por este governo. Em todos esses anos participando do Sindicato eu nunca vi tanto ataque contra os trabalhadores como vejo agora. Temos que lembrar que ano que vem é período de eleição, e tem candidato que está se colocando como ‘salvador da nação’, que todos os retrocessos aprovados por Temer serão eliminados, caso ele vença. Mas, isso não é verdade. Não há transformação apenas com a troca do executivo. O legislativo tem muito poder. Foram eles que aprovaram todos os desmandos do governo Temer como a terceirização irrestrita e a reforma trabalhista. Temos que lutar é agora” .

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