Temer quer reduzir benefícios de servidores públicos do Executivo e aumentar a contribuição previdenciária

O projeto de desmonte absoluto do Estado brasileiro não tem data para acabar. No dia 28/07, o Estadão publicou uma notícia na qual o presidente Michel Temer estuda reduzir benefícios de servidores do Executivo. A informação foi veiculada também no jornal O Globo, o qual informou que o governo estuda aumentar a contribuição previdenciária do servidor público de 11% para 14%.

Neste mês de agosto Temer ainda vai decidir se o reajuste dos funcionários públicos será adiado. A desculpa é a mesma de sempre, reduzir despesas e melhorar o resultado fiscal para 2018. No entanto, pouco se fala do rombo orçamentário causado pelas compras de deputados através de emendas em busca de alianças.  Só em junho, o Executivo gastou R$ 134 milhões em emendas para aliados, segundo levantamento.

Todo esse desmonte do funcionalismo acontece depois de Temer anunciar um corte de R$ 5,9 bilhões em investimentos e reduzir à metade o orçamento do PAC para este ano. Dessa forma, o governo federal coloca na mira não apenas os direitos dos servidores públicos do Executivo, mas também suas condições de trabalho.

Vale lembrar que neste ano o desgoverno de Michel Temer tirou R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Educação. O Ministério da Defesa perdeu R$ 5,75 bilhões, o Ministério das Cidades teve corte de R$ 4,17 bilhões, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil de R$ 5,13 bilhões, e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário perdeu R$ 2,25 bilhões. O mapa de indicadores fiscais elaborado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) mostrou o gasto do Brasil com juros da dívida pública como o terceiro maior do mundo. Juros da dívida custaram R$ 407 bilhões ao poder público em 2016. Isso significa que quase metade do PIB brasileiro vai exclusivamente para pagamento de juros de dívidas com bancos. Dívidas essas bastantes questionáveis. 

O resultado desses cortes orçamentários já é visível, sobretudo nas instituições públicas de ensino que estão cortando bolsas, demitindo servidores terceirizados e correm o risco inclusive de suspenderem o calendário acadêmico por falta de dinheiro. Com os sucessivos cortes, a manutenção e sustentação das atividades de ensino, tecnologia, pesquisa e extensão nas IFES é praticamente impossível. Tais informações reforça a seguinte tese: a política de devastação de Michel Temer em prol do capitalismo mafioso conduz o país para um fracasso que sequer a visão mais pessimista poderia ilustrar.